Identificação botânica
Reconheça as espécies no campo e na cozinha: nome científico, características e com o que cada planta pode ser confundida.
Agricultura sustentável · ODS 2 da ONU
Você sabia que o que vai para o seu prato tem o poder de transformar o planeta e combater a fome?
Grandes órgãos como a FAO (a parte da ONU que cuida dos alimentos) e a Embrapa defendem que a agricultura sustentável é uma das maiores armas contra a fome. Elas explicam que o segredo não é apenas produzir toneladas de comida, mas fazer isso respeitando o meio ambiente e garantindo a nossa Soberania Alimentar — que nada mais é do que o direito de o nosso país e as nossas comunidades locais decidirem como produzir e consumir sua própria comida, de forma saudável e independente, sem depender do que vem de fora.
Por que consumir produtos da agricultura sustentável direto das feiras?
Combate ao desperdício: no sistema tradicional dos grandes supermercados, 28% dos alimentos são desperdiçados no final da cadeia na América Latina, segundo a FAO. A feira local reduz o trajeto e o tempo de transporte, garantindo alimentos mais frescos e combatendo o desperdício de comida.
Preço justo para você e para o campo: ao comprar direto do produtor familiar sustentável, eliminam-se os intermediários (atravessadores). Isso barateia o custo para o consumidor final em Porto Velho e gera renda digna para quem planta, combatendo a fome nas duas pontas (campo e cidade).
Mais saúde e biodiversidade: são alimentos cultivados respeitando o tempo da natureza e preservando os nutrientes essenciais para o seu corpo, sem esgotar o solo e a nossa rica floresta.
Encontre a feira com produtos de agricultura sustentável mais próxima, apoie os produtores locais e redescubra o prazer de comer bem em Porto Velho! Clique no pin (marcador verde) para ver as informações sobre a feira.
Feira Sabor do Norte
Aproveitamento integral dos alimentos
Você já parou para pensar em quanta comida boa vai parar no lixo da sua casa todas as semanas?
A Cozinha Zero Desperdício é um movimento e uma prática que consiste em utilizar os alimentos de forma 100% integral. Sabe aquela casca, talo, folha ou semente que a maioria das pessoas joga fora de forma automática? Na nossa cozinha, eles ganham status de ingrediente principal! Essas partes possuem um valor nutricional gigante, muito sabor e podem ser transformadas em receitas incríveis como farinhas caseiras, doces, refogados, chips e caldos.
Esse conceito surgiu para bater de frente com um problema absurdo do nosso sistema alimentar: enquanto milhões de pessoas passam fome, toneladas de comida em perfeitas condições são descartadas todos os dias.
Aproveitamento integral: uso total do alimento para maximizar nutrientes e eliminar o lixo orgânico.
Economia doméstica: redução inteligente nos gastos com alimentação no dia a dia da família.
Combate ao desperdício: consciência contra o descarte desnecessário nas cidades.
Proteção ao planeta: comer o alimento por inteiro significa otimizar a água, a terra e a energia que foram gastas para produzi-lo.
Quer colocar a mão na massa? Acesse o e-book abaixo para descobrir como transformar o que iria para o lixo em pratos incríveis.
Outro pilar essencial
O que você faria se soubesse que aquele "mato" ou "erva daninha" que cresce na calçada ou no quintal pode ser um superalimento?
A sigla PANC significa Plantas Alimentícias Não Convencionais. Elas são vegetais, folhas, frutos ou raízes comestíveis de alto valor nutritivo, mas que você não encontra facilmente para comprar no supermercado. O que é "não convencional" muda muito de acordo com a cultura: uma planta ignorada na sua rua pode ser o ingrediente principal e supervalorizado na mesa de outra comunidade.
Os 4 superpoderes das PANC
Nutrição sem gastar nada: elas são riquíssimas em vitaminas e minerais. Como nascem sozinhas, garantem comida saudável de graça, sem pesar nada no bolso das famílias.
Resistência e combate à fome: elas crescem fácil em qualquer canto e aguentam muito bem o clima. Por isso, são armas perfeitas para garantir que ninguém fique sem comer.
Cultura e história viva: essas plantas guardam os saberes de indígenas, ribeirinhos e quilombolas, que passam esse conhecimento de geração em geração sobre a época certa de colher e cozinhar.
Proteção da Amazônia: valorizar as PANC protege a biodiversidade da nossa floresta e mostra que a natureza ao nosso redor tem um potencial alimentício gigante.
Na nossa região Norte, as PANC fazem parte da nossa identidade e estão nos pratos mais tradicionais:
Catálogo
Não sabe se aquela planta no quintal é comestível ou mato?
O nosso Catálogo Científico foi criado para valorizar a biodiversidade da nossa região e te dar autonomia. Aqui você encontra um banco de dados completo para fazer a identificação botânica correta de cada espécie nativa com total segurança.
Abaixo, abra a ficha de cada planta para ver o nome científico, características visuais (para nunca confundir com espécies perigosas), dicas de cultivo, uso na cozinha e cuidados especiais.
Reconheça as espécies no campo e na cozinha: nome científico, características e com o que cada planta pode ser confundida.
Um banco de dados focado na valorização da biodiversidade e das espécies nativas da Região Amazônica.
Nenhuma planta encontrada com essa busca ou filtro.
Segurança em primeiro lugar: identifique a planta com certeza antes de consumir, prefira exemplares longe de trânsito e agrotóxico, e respeite as recomendações de cozimento de cada ficha. Na dúvida, não coma.
Para se aprofundar
Iniciativas e fontes confiáveis sobre PANC, agroecologia e alimentação consciente.
Quem faz
Muito além de um projeto de sala de aula, o Conexão Beraverde nasce do desejo de transformar conhecimento em impacto real.
Durante a Semana de Educação para a Vida 2026, nós, estudantes do 1º ano A do Curso Técnico em Informática do Instituto Federal de Rondônia (IFRO) — Campus Porto Velho Calama, fomos desafiados a refletir e promover a conscientização sobre um dos temas mais urgentes da nossa sociedade: Fome e Agricultura Sustentável.
Nossa jornada começou com a produção de um vídeo de 5 minutos inspirado no programa Shark Tank. Nele, apresentamos a dura realidade da fome e defendemos o Conexão Beraverde como uma solução viável e inovadora. Porém, entendemos rapidamente que 5 minutos eram pouco tempo para a imensidão desse desafio. A Semana de Educação para a Vida busca justamente formar cidadãos conscientes e colaborativos, e nós decidimos ir além da teoria.
Para propor soluções reais aos desafios alimentares de Porto Velho, unimos a base tecnológica que estamos construindo no IFRO à nossa responsabilidade social. O Conexão Beraverde nasceu como essa ponte definitiva entre a informação e a ação, dando à nossa comunidade acesso a:
Mapa das Feiras Sustentáveis: informações práticas sobre agricultura sustentável e a localização de feirinhas com produtos de agricultura sustentável que vendem direto do produtor na nossa capital.
Cozinha Zero Desperdício: informações, guias e receitas sobre o Aproveitamento Integral de Alimentos.
PANC: uma introdução ao universo das Plantas Alimentícias Não Convencionais e como inseri-las no dia a dia com segurança, além de um catálogo para identificá-las.
Este é o nosso ponto de partida. Esperamos que este espaço seja útil, informativo e uma ferramenta real de transformação na mesa dos porto-velhenses. Sejam bem-vindos ao Conexão Beraverde!
Turma: 1º Ano A de Informática
Professora Conselheira: Rubenice Sales Taborda